Lens
SunderlandAutor: Tomás Nogueira — Especialista em futebol e torneios sul-americanos e africanos
Lens e Sunderland se enfrentam em um amistoso no estádio Bollaert-Delelis, disputando o Troféu de 1906. Para os donos da casa, esta partida serve como o ensaio geral antes da briga pelo Troféu dos Campeões contra o PSG, em 16 de agosto. Já os ingleses encerram sua pré-temporada antes do início da Premier League, ajustando o elenco após uma desgastante turnê pelos Estados Unidos.
Este verão, o Lens está passando por uma transformação radical após a saída de Pierre Sage. O novo técnico, Dino Topfmöller, implementa um futebol intenso, o que já rendeu a conquista da Copa Como na pré-temporada. Nos amistosos, os franceses venceram o Boulogne (4-1), o Crystal Palace (3-0, em jogo de apenas um tempo) e o Villarreal (3-1), mas empataram no tempo normal com o Charleroi (2-2) e com o Famalicão (0-0, derrota nos pênaltis por 8-7, também em partida de um tempo). O principal trunfo da equipe é a versatilidade no ataque e a reação imediata após sofrer gols. No entanto, o time sofre com lapsos de concentração nos minutos iniciais, sofrendo gols rápidos devido à lentidão para entrar no ritmo de jogo.
O vetor das contratações mudou: o Lens agora busca técnica e inteligência, em vez de apenas força física. Isso fica claro na venda do robusto Mamadou Sangaré ao Brentford. Com os recursos, os franceses contrataram Yassine Titraoui e Michaël Cuisance. A chegada do experiente Thorgan Hazard adicionou criatividade ao ataque. Além disso, a defesa foi reforçada pontualmente com Maïk Nawrocki e Saud Abdulhamid (comprado em definitivo da Roma), o que não só aumenta a segurança defensiva, mas também ajuda a equipe a executar uma pressão alta mais agressiva.
A situação do elenco é ofuscada por perdas na linha defensiva: os zagueiros centre-saídos Samson Baidoo e Nidal Çelik estão no departamento médico. Essa ausência é especialmente dolorosa, já que Topfmöller monta o time no esquema 3-4-2-1, onde o trio de zagueiros, sem entrosamento ideal, terá dificuldades. Com essa formação, os franceses apostam em um meio-campo congestionado e nas subidas dos laterais, como Mathieu Udol. Na volância, uma enorme carga de trabalho recai sobre Amadou Haidara, que acabou de retornar de uma cirurgia, enquanto no ataque, o tom é dado por Florian Thauvin e Odsonne Édouard.
Os ingleses tiveram um verão intenso, mostrando um grande potencial ofensivo, mas expondo problemas na defesa. Antes da turnê americana, os visitantes golearam o York City (5-1). Nos Estados Unidos, venceram o Wrexham por 1 a 0, mas perderam para o Leeds (0-1) e para o Liverpool (2-4). A principal força da equipe em julho foi a rápida progressão da bola, impulsionada em grande parte pelos esforços de Timur Tuterov e Chris Rigg. No entanto, o Sunderland é muito vulnerável contra equipes que usam a pressão alta: erros defensivos levam a gols precoces, um fator que pode ser crítico no jogo contra os franceses.
Neste verão, o clube seguiu uma política de transferências muito pragmática. A equipe vendeu bem o atacante Eliezer Mayenda ao Rennes e se desfez também de vários reservas. O principal sucesso foi a contratação, a custo zero, do experiente Thomas Meunier, de 34 anos, que chega para adicionar mentalidade vencedora e reforçar o lado direito antes de uma temporada desafiadora que inclui a participação na Liga Europa.
Os problemas de elenco podem afetar seriamente o desenho do jogo. O lesionado Omar Alderete é desfalque certo, e a participação de Enzo Le Fée, Nordi Mukiele e Simon Adingra está em dúvida. A comissão técnica planeja utilizar com moderação Granit Xhaka e Thomas Meunier, que retornaram da Copa do Mundo. Por isso, é esperado que jovens como Habib Diarra e Noah Sadiqi comecem no esquema 4-1-4-1. No comando do ataque, Brian Brobbey, que deu uma assistência no jogo contra o Wrexham, deve aparecer novamente.
Lens (3-4-2-1): Risser - Nawrocki, Gagno, Antonio - Abdulhamid, Haidara, Kuizans, Udol - Thauvin, Sima - Édouard Desfalques: Baidoo, Çelik (lesionados) Técnico: Dino Topfmöller
Sunderland (4-1-4-1): Ruufs - Hume, Ballard, O'Nien, Mandawa - Sadiqi - Whittaker, Diarra, Rigg, Tuterov - Brobbey Desfalques: Alderete (lesão); Mukiele, Le Fée, Adingra, Isidor (todos em dúvida) Técnico: Régis Le Bris
A arbitragem da partida não foi divulgada na fonte.
A previsão principal é a vitória do Lens. Os franceses chegam ao jogo como favoritos. O sistema de Topfmöller já está funcionando: os donos da casa atacam com agressividade e dominam o meio-campo. Os ingleses têm enormes dificuldades sob pressão intensa, o que levou às derrotas para Liverpool e Leeds. Considerando as perdas de jogadores no lado visitante e a falta de forma ideal dos líderes que retornaram da Copa do Mundo, os donos da casa, em seu estádio, devem vencer a partida. A ausência de Baidoo e Çelik nos franceses será compensada pela linha de ataque alta e pelo controle cerrado da bola. A aposta é na vitória do Lens, com odds de 2.68.
Quanto ao total de gols, ambas as equipes apostam no ataque e têm vulnerabilidades óbvias nos sistemas defensivos. Os franceses marcaram três gols contra Villarreal, Boulogne e Crystal Palace, mas consistentemente permitem buracos atrás de seus laterais adiantados. Os ingleses, por sua vez, possuem jogadores rápidos para punir os adversários em contra-ataques, mas eles mesmos não se destacam pela solidez, tendo sofrido quatro gols do Liverpool. Portanto, o jogo promete ser aberto, sem olhar para a própria defesa, já que o ataque das equipes atual supera suas linhas defensivas. A aposta é no total de gols acima de 3.5, com odds de 2.39.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Lens3-4-2-1
Sunderland4-1-4-1O Lille tem mostrado uma consistência defensiva que poucos times da liga conseguem igualar, e o ataque, embora não seja espetacular, é eficiente o bastante para transformar domínio em gols. Diante de um adversário que tende a se expor quando precisa buscar o resultado, o cenário se desenha favorável para uma vitória por mais de um gol de diferença. Não é uma questão de sorte, mas de leitura de jogo: as linhas altas e a pressão no meio-campo criam espaços que o time sabe explorar com paciência.
A aposta em um triunfo com margem superior a um tento não é um salto no escuro, mas uma conclusão lógica do que se vê em campo. O histórico recente contra oponentes desse perfil reforça a tendência, e a postura do treinador, sempre pragmático, sugere que não haverá recuo desnecessário. Quando a equipe encontra o ritmo, a diferença no placar tende a se ampliar naturalmente, e é exatamente isso que espero ver.
O Lance não perde. Ponto. A fase do time é outra, muito mais consistente e sem aqueles apagões que custavam pontos preciosos. Em casa, então, a defesa se transforma e os atacantes ganham confiança. O adversário até tem seus méritos, mas não o suficiente para furar o bloqueio e sair com a vitória. Estou falando de um time que aprendeu a sofrer e a não se entregar, e isso, somado ao apoio da torcida, forma um combo difícil de bater. O empate já serve como um bom negócio, mas a vitória está longe de ser um sonho distante.
O Lance não perde. Ponto. A fase do time é outra, muito mais consistente e sem aqueles apagões que custavam pontos preciosos. Em casa, então, a defesa se transforma e os atacantes ganham confiança. O adversário até tem seus méritos, mas não o suficiente para furar o bloqueio e sair com a vitória. Estou falando de um time que aprendeu a sofrer e a não se entregar, e isso, somado ao apoio da torcida, forma um combo difícil de bater. O empate já serve como um bom negócio, mas a vitória está longe de ser um sonho distante.
O Lille tem mostrado uma consistência defensiva que poucos times da liga conseguem igualar, e o ataque, embora não seja espetacular, é eficiente o bastante para transformar domínio em gols. Diante de um adversário que tende a se expor quando precisa buscar o resultado, o cenário se desenha favorável para uma vitória por mais de um gol de diferença. Não é uma questão de sorte, mas de leitura de jogo: as linhas altas e a pressão no meio-campo criam espaços que o time sabe explorar com paciência.
A aposta em um triunfo com margem superior a um tento não é um salto no escuro, mas uma conclusão lógica do que se vê em campo. O histórico recente contra oponentes desse perfil reforça a tendência, e a postura do treinador, sempre pragmático, sugere que não haverá recuo desnecessário. Quando a equipe encontra o ritmo, a diferença no placar tende a se ampliar naturalmente, e é exatamente isso que espero ver.
O jogo será no dia 8 de agosto de 2026, às 15:00, no estádio Bollaert-Delelis, em Lens, França, válido pelo Troféu de 1906.
A previsão principal é a vitória do Lens, com odds de 2.68. Os franceses são favoritos devido ao estilo agressivo de Topfmöller e às dificuldades do Sunderland sob pressão.
Pelo Lens, os zagueiros Samson Baidoo e Nidal Çelik estão lesionados. Pelo Sunderland, Omar Alderete é desfalque certo, e Enzo Le Fée, Nordi Mukiele, Simon Adingra e Isidor são dúvidas.
O Lens deve jogar no 3-4-2-1 com: Risser; Nawrocki, Gagno, Antonio; Abdulhamid, Haidara, Kuizans, Udol; Thauvin, Sima; Édouard.
A aposta recomendada é no total de gols acima de 3.5, com odds de 2.39, já que ambas as equipes têm ataques fortes e defesas vulneráveis.