Víkingur Reykjavík
ThunAutor: Santiago Antunes — Especialista em J1 League, MLS e ligas europeias
A passagem do Vikingur pela Liga Europa está por um fio. A derrota por 3 a 0 na Suíça deixou os islandeses em situação delicada, e a esperança agora reside no fator casa. Invictos em solo islandês na temporada europeia, os comandados de Solvi Ottesen tentarão usar isso a seu favor contra o campeão suíço, que ainda busca ajustes no sistema defensivo.
O Vikingur iniciou sua campanha europeia como a grande força do futebol islandês, ostentando uma invencibilidade que parecia sólida. No entanto, o cenário mudou drasticamente. A equipe não vence há três partidas e sofreu dois gols em cada uma delas. Eliminados da Liga dos Campeões, os "vikings" agora correm o risco de também se despedirem da Liga Europa. Dois fatores explicam essa crise: a falta de profundidade no elenco e a dificuldade em jogar fora de casa.
O técnico Ottesen praticamente não rotacionou o time, sobrecarregando seus principais jogadores. O meia Gylfi Sigurdsson, que teve uma atuação de gala (1 gol e 1 assistência) contra o Gyor, acumulou o mesmo número de contribuições diretas para gol nos sete jogos anteriores. A situação é ainda pior com os artilheiros do clube: Elias Mar Olmarsson (12 gols e 2 assistências no campeonato) e Oscar Borgthorsson (9 gols e 8 assistências em 15 partidas) simplesmente não foram relacionados. Olmarsson já desfalcou o time em oito jogos, e Borgthorsson, em três.
Fora de casa, o Vikingur sofre contra adversários mais tradicionais. O empate por 2 a 2 com o Gyor veio com dois gols em apenas duas finalizações no alvo. Já contra o Hapoel Be'er Sheva (0 a 2) e o Thun (0 a 3), a história foi diferente. Apesar disso, a esperança de um resultado positivo em casa existe. Nos dois jogos europeus em seus domínios, contra húngaros e israelenses, a defesa islandesa foi sólida, permitindo apenas dois chutes a gol. O treinador já avisou que a equipe será mais agressiva e ousada desde o apito inicial.
O Thun chegou à temporada 2026/27 como campeão suíço, mas a pressão por resultados imediatos veio acompanhada de uma série de problemas. A saída do técnico campeão no verão foi um duro golpe. Para o lugar dele, chegou Gian-Luca Privitelli, que herdou um elenco desfalcado, especialmente no setor defensivo. A dupla de zaga foi desfeita, e o experiente Nicolas Bürgy, vindo da Dinamarca, foi contratado para uma vaga. A adaptação do novo defensor, porém, não teve o tempo necessário.
A situação se complicou ainda mais com a abordagem de Privitelli, que precisa de um longo período para encontrar a tática ideal para cada situação. O treinador não impõe um sistema, deixando a escolha para os jogadores. O resultado foi um início de temporada desastroso nos jogos importantes. A eliminação na Liga dos Campeões para o Dínamo Zagreb (1 a 1 e 2 a 3 após os pênaltis) foi um duro golpe. No Campeonato Suíço, as derrotas para Young Boys (0 a 6) e Basel (2 a 4) escancararam as fragilidades. A única vitória convincente veio justamente contra o Vikingur (3 a 0), mas o resultado reflete mais a diferença de nível e a má fase do adversário do que uma evolução do Thun. Para o jogo na Islândia, o capitão e zagueiro Marco Bürki retorna após cumprir suspensão.
Vikingur Reykjavik (3-4-2-1): Fridriksson – Erkot, Vatnhamar, Thorkelsson – Gunnarsson, Sigurdsson, Hafsteinsson, Gydjousson – Heiksson, Thordarson – Traundarson
Desfalques: Jonsson (doença), Olmarsson e Borgthorsson (fora dos planos)
Técnico: Solvi Ottesen
Thun (4-4-2): Steffen – Fehr, Bürki, Bürgy, Heule – Maier, Roth, Zukit, Matoshi – Lengen, Labo
Desfalques: Montolio, Kjaith e Dursun (lesionados)
Técnico: Gian-Luca Privitelli
Na temporada 2025/26, o português apitou 38 partidas oficiais, mostrando-se um árbitro moderadamente rigoroso. Em média, Godinho distribuiu 4,84 cartões amarelos e marcou 25,4 faltas por jogo. Em um quarto dos jogos, assinalou pênalti, e as expulsões foram raras, ocorrendo em apenas uma ocasião.
O placar agregado já parece definido, mas o Vikingur pode ao menos sair de cena com dignidade. O Thun ainda está em processo de adaptação. Os jogadores estão conhecendo as ideias do novo técnico, e a defesa busca entrosamento com o reforço. Os resultados contra equipes mais organizadas são desanimadores, com duas derrotas no campeonato por um placar agregado de 2 a 10. Após o primeiro jogo, jogadores do Thun admitiram que tiveram sorte e temem a força do Vikingur em casa. E com razão: o time islandês é imbatível em seus domínios no campeonato islandês. Na Europa, venceu duas partidas em casa, sempre com gols no fim, mostrando persistência. Sem nada a perder, os donos da casa vão para cima. Diante dos problemas defensivos do Thun, a vitória do Vikingur é uma aposta interessante, cotada a 2.39.
Aposta: Vitória do Vikingur Reykjavik @2.39
Análise de gols: O Vikingur marca, em média, 3,44 gols por jogo em casa no campeonato. Em dois jogos europeus em seus domínios, balançou as redes três vezes. Já o Thun sofre uma média de 2,3 gols por partida na temporada, mas também marca ao menos um gol com regularidade. Com esse cenário, a aposta em "ambos marcam" (sim) a 1.54 se mostra uma opção viável.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Víkingur Reykjavík3-4-2-1
Thun4-4-2Prognósticos para Víkingur Reykjavík – Thun aparecerá em breve.
O jogo será no dia 13 de agosto de 2026, às 18:30, em Reykjavík, Islândia, pela Liga Europa.
A previsão é de vitória do Víkingur Reykjavík, cotada a 2.39. Outra aposta sugerida é 'ambos marcam' (sim), a 1.54.
Pelo Víkingur, estão fora os atacantes Elias Mar Olmarsson e Oscar Borgthorsson, além de Jonsson (doença). No Thun, desfalcam Montolio, Kjaith e Dursun, todos lesionados.
O Víkingur não vence há três jogos e sofreu dois gols em cada. O Thun, após ser campeão suíço, perdeu o técnico e sofreu goleadas para Young Boys (0-6) e Basel (2-4), mas venceu o primeiro confronto por 3-0.
O árbitro será o português Luís Godinho. Na temporada passada, ele distribuiu em média 4,84 cartões amarelos por jogo e marcou 25,4 faltas.