Nottingham Forest
BrestAutor: Tomás Nogueira — Especialista em futebol e torneios sul-americanos e africanos
O confronto no City Ground coloca frente a frente Nottingham Forest e Brest no que será o último compromisso de ambas as equipes antes do início das novas temporadas. Os dois lados chegam a esta partida tendo trocado de treinador durante o verão europeu, o que torna o duelo ainda mais interessante por conta das profundas reformulações táticas em curso. A diferença fundamental está no momento de cada projeto: enquanto os ingleses conduzem sua reestruturação de forma planejada, os franceses tentam sobreviver em meio a uma realidade financeira bastante apertada.
A pré-temporada do time da casa foi desenhada para exigir muito do elenco, tanto fisicamente quanto na assimilação de uma nova identidade de jogo. Os resultados dos amistosos refletem essa curva de aprendizado: vitórias tranquilas sobre Notts County (2 a 0), Blackburn (3 a 0) e Portimonense (2 a 1), além de um empate com o Vitória de Guimarães (1 a 1) e uma derrota pesada para o Sporting (1 a 4), jogo em que o sistema defensivo inglês não encontrou respostas para os ataques pelos flancos. Depois de dois testes mais curtos, de 45 minutos, contra Udinese (0 a 1) e Barcelona (0 a 1), o Forest deu um passo importante ao superar o Bayer Leverkusen por 2 a 1, em uma atuação que deixou clara a marca do técnico Oliver Glasner: pressão alta e intensa desde a saída de bola adversária. O gol relâmpago de Dan Ndoje, anotado logo após uma recuperação no campo do oponente, mostrou que os jogadores já começam a executar com mais naturalidade as transições ensaiadas nos treinos.
O grande marco do verão do clube, porém, foi a venda de Elliot Anderson para o Manchester City por 135 milhões de euros. A saída do principal articulador do meio-campo criou um vazio que a diretoria tratou de preencher com reforços pontuais: Usman Diomandé foi contratado para dar solidez ao esquema com três zagueiros, enquanto Xaver Schlager chega para atuar como primeiro volante, trazendo na bagagem o conhecimento prévio das exigências de Glasner, de quando trabalharam juntos na Bundesliga. No capítulo das ausências, o lateral-direito Nicolò Savona está vetado por lesão no joelho, e o atacante Chris Wood aparece como dúvida devido a um desconforto muscular.
Para este jogo, Glasner deve escalar o Forest no 3-4-2-1. A proposta é clara: pressionar o adversário de forma agressiva e buscar a finalização mais rápida possível no último terço. No setor central, a dupla Schlager e Sangaré terá a missão de vencer a disputa pelas segundas bolas e ditar o ritmo. Pelos flancos, Aina e Neco Williams serão os responsáveis por dar amplitude, enquanto Ndoje e Gibbs-White devem ocupar os meios-espaços para infiltrar por dentro e criar superioridade numérica perto da área.
O lado francês atravessa um dos períodos mais delicados de sua história recente, marcado pela comoção com a morte do ex-técnico Éric Roy e pela mudança no comando do futebol. O novo treinador, Julien Lachuer, assumiu a missão de reconstruir o time em condições nada favoráveis, como comprovam os resultados da preparação. Em cinco amistosos, o Brest venceu apenas uma vez, diante do Stade Briochin (2 a 1); nos demais, não passou de um empate com Concarneau (2 a 2), Guingamp (3 a 3) e Venezia (2 a 2), além de uma derrota para o Al-Wakrah (0 a 2). O que mais preocupa é o desempenho defensivo: dez gols sofridos em cinco partidas, números que evidenciam erros sistemáticos na marcação posicional, mesmo contra adversários de menor expressão. O alívio do lado ofensivo vem de Ludovic Ajorque, que vive excelente fase e já marcou quatro gols na pré-temporada.
A política financeira do clube mudou de forma radical, com prioridade total para a redução de custos e a promoção de jovens das categorias de base. O Brest apostou em reforços sem custo de transferência: o experiente zagueiro Gauthier Lloris foi trazido para tentar dar mais estabilidade ao setor defensivo, enquanto os meio-campistas Mamadou Diambu e Joseph Nonge chegam para ampliar o leque de opções no meio. Esses acréscimos, no entanto, não parecem capazes de compensar a perda de equilíbrio do elenco nem elevar o nível técnico geral da equipe.
Os visitantes devem se apresentar no 4-3-3, com um bloco médio bem recuado e a intenção de abrir mão da posse de bola. A saída de jogo será direta, valendo-se de lançamentos longos para escapar da pressão do Forest. A grande referência ofensiva será o centroavante Ajorque, dono de 1,96 m: sua missão é ganhar as bolas aéreas e servir de escudo para as chegadas de del Castillo e Baldé pelos lados. No miolo, Diambu e Magnetti terão uma carga de trabalho enorme para tentar conter as investidas inglesas, mas a falta de entrosamento entre os zagueiros deixa a defesa do Brest ainda mais vulnerável aos contra-ataques rápidos dos donos da casa.
A leitura mais natural deste confronto aponta para uma clara superioridade do Nottingham Forest, especialmente atuando em casa. O esquema de pressão imposto por Glasner deve sufocar o Brest, que vem apresentando enorme dificuldade para construir suas saídas de bola sob marcação. Os constantes erros de posicionamento da defesa francesa tendem a ser punidos pela movimentação veloz dos atacantes ingleses. Os números reforçam essa visão: o Forest venceu quatro dos seis amistosos completos de 90 minutos neste verão, enquanto o Brest conquistou apenas uma vitória e sofreu gols em todos os seus cinco jogos. Com isso, o palpite mais consistente é a vitória dos ingleses, cotada em 1.77.
No mercado de gols, a fragilidade mostrada pela defesa do Brest é tamanha que até times de divisões inferiores da França conseguiram marcar contra ela. O ataque francês, no entanto, tem feito sua parte com regularidade, somando nove gols em cinco partidas, muito por conta da ótima fase de Ajorque. Já a defesa do Forest, ainda sob forte desgaste físico dos treinos, também apresentou falhas: são quatro jogos seguidos de 90 minutos com ao menos um gol sofrido. Esse cenário aumenta as chances de o Brest encontrar o caminho das redes, o que torna interessante a aposta em "ambas as equipes marcam — sim", oferecida a 1.50.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Nottingham Forest3-4-2-1
Brest4-3-3Prognósticos para Nottingham Forest – Brest aparecerá em breve.
O jogo será no City Ground, em Nottingham, no dia 16 de agosto de 2026, às 14h00 (horário local).
A previsão indica vitória do Nottingham Forest, com odds de 1.77, baseada na superioridade tática e nos bons resultados da pré-temporada inglesa.
O Nottingham Forest é o favorito, especialmente por jogar em casa e por mostrar evolução tática sob o comando de Oliver Glasner, enquanto o Brest enfrenta crise financeira e instabilidade.
Sim, a aposta em 'ambas as equipes marcam — sim' está cotada a 1.50, já que o Brest tem marcado com regularidade (9 gols em 5 jogos) e a defesa do Forest ainda apresenta falhas.
Pelo Nottingham Forest, o lateral-direito Nicolò Savona está lesionado e o atacante Chris Wood é dúvida. O Brest não tem desfalques confirmados.
O Forest venceu 4 dos 6 amistosos completos de 90 minutos, com destaque para a vitória sobre o Bayer Leverkusen. Já o Brest venceu apenas 1 dos 5 amistosos e sofreu 10 gols, mostrando fragilidade defensiva.