Nacional Montevidéu
TigreNo confronto de ida do playoff da Copa Sul-Americana, o Nacional recebe o Tigre no Estádio Gran Parque Central. A pressão da torcida uruguaia pode ser decisiva, mas o time argentino chega com a defesa mais sólida da competição. Com estilos opostos — um Nacional que busca reencontrar o caminho dos gols e um Tigre que sufoca adversários com sua retranca —, o duelo promete ser tático e pegado.
O time de Jorge Bava vive uma montanha-russa de resultados. Na última rodada do Campeonato Uruguaio, perdeu para o Montevideo Wanderers; antes, empatou em 0 a 0 com o Danubio. Contra adversários mais frágeis, como Juventud e Albion, conseguiu vitórias, mas a irregularidade preocupa. Na fase de grupos da Libertadores, o nível elevado dos rivais resultou em duas derrotas em seis jogos e o terceiro lugar, que rendeu a vaga na Sul-Americana.
A pressão sobre o técnico é grande: a torcida espera um futebol mais ofensivo, especialmente em casa. O problema é a finalização. Nos últimos dez jogos, o Nacional tem média de apenas 1 gol marcado e sofre 1,1 por partida. Ataque pouco eficiente e defesa que permite chances demais ao adversário. Criar oportunidades virou um suplício, e a equipe carece de um faro de gol mais apurado.
O Tigre encerrou a fase de grupos da Sul-Americana na segunda colocação, com um futebol pragmático e enjoado para os adversários. Nos últimos dez compromissos (todas as competições), venceu apenas duas vezes, mas acumulou empates preciosos — inclusive fora de casa contra Rosario Central e o colombiano América de Cali. Recentemente, perdeu para o Independiente Rivadavia na Copa Argentina, mas nos torneios continentais a entrega é total.
O técnico Diego Dabove montou um time que se adapta ao rival e sabe secar os jogos quando atua longe de seus domínios. A aposta é na defesa fechada e nos contra-ataques rápidos, receita que já deu certo em mata-matas. O Tigre espera, sofre, mas não se desespera. Nos últimos dez jogos, a média de gols marcados é de 0,9, enquanto a de gols sofridos é de apenas 0,8. A defesa é um ponto forte, mesmo que o ataque deixe a desejar.
Ambos os clubes sonham alto na Sul-Americana. A competição paga bem e traz prestígio continental. Para o Nacional, é a chance de se redimir com a torcida após a eliminação na Libertadores. Já o Tigre vive um momento conturbado no campeonato argentino; a Sul-Americana é a única tábua de salvação para salvar a temporada.
O Nacional não tem desfalques importantes. O departamento médico está vazio. O destaque ofensivo é o experiente Maximiliano Gómez, que já balançou as redes três vezes em seis jogos na competição — o verdadeiro líder da equipe.
Do lado argentino, também não há baixas que mudem o esquema tático. Apenas dois jogadores de reserva profundo estão fora, com menos de 20 minutos somados nos últimos dez jogos. A peça-chave do Tigre é David Romero, autor de quatro gols nos últimos doze confrontos.
O Tigre sabe jogar como visitante, explorando a paciência e a solidez defensiva. O Nacional tem criado pouco e vencido raramente. Os argentinos sofreram apenas cinco gols em seis jogos da fase de grupos, o que comprova sua capacidade de segurar o resultado. As chances de os visitantes saírem de Montevidéu sem derrota são altas — estimamos 63% de probabilidade (acima de 1.58, é jogável).
O Tigre adora secar o jogo, minimizando as aproximações perigosas ao seu gol. O Nacional, mesmo em casa, não vai se expor por medo dos contra-ataques velozes. Troca de gols parece improvável. Em 7 dos últimos 10 jogos do Nacional e em 6 dos 10 do Tigre, uma das equipes ficou sem marcar. A probabilidade de essa aposta vencer é de 64% (acima de 1.56, é jogável).
Prognósticos para Nacional Montevidéu vs Tigre aparecerá em breve.