Liverpool
ChelseaAutor: Ricardo Guerreiro — Especialista em futebol e analista de torneios internacionais
O Liverpool atravessa um momento de clara recuperação após o tropeço diante do Manchester City, mas a agenda segue implacável e exige do técnico Andoni Iraola um constante malabarismo para administrar o elenco. Os Reds vêm de uma sequência positiva, com direito a virada dramática na Europa e vitória tranquila no campeonato nacional. Já o Chelsea desembarca em Anfield em clima oposto: a derrota no dérbi londrino interrompeu uma fase ascendente, e o time ainda precisa lidar com a ausência de seu principal articulador e uma lista extensa de lesionados.
O 3 a 0 sofrido para o Manchester City poderia ter abalado a estrutura do Liverpool, mas a equipe respondeu com autoridade. Na Liga dos Campeões, os Reds protagonizaram uma virada espetacular contra o Villarreal, saindo de 0 a 2 para fechar o placar em 4 a 3. Na Premier League, o confronto com o Brighton foi resolvido com muito menos drama: 2 a 0, sem sofrer grandes sustos.
Um dos pontos mais positivos desse período é que o time não depende apenas dos titulares. Iraola promoveu seis mudanças no jogo europeu e, na fase anterior da Copa da Liga, fez dez alterações — mesmo assim, o Liverpool passou pelo Tottenham por 3 a 1. Esse resultado deixa claro que há opções confiáveis no banco e que a estrutura tática suporta bem as ausências.
Para a partida de domingo contra o Arsenal, a tendência é que a rotação continue. Bradley e Ekitike seguem em processo de recuperação de longo prazo, Leoni ainda não superou a grave lesão no joelho e Frimpong, com um problema muscular, dificilmente estará disponível antes da pausa para jogos das seleções em novembro. Muñoz, que sofreu uma pancada no joelho, é dúvida, assim como Szoboszlai, que treina individualmente e ainda não se integrou ao grupo principal. Mesmo com tantos desfalques, a profundidade ofensiva permite que Iraola poupe líderes sem comprometer a competitividade, como ficou evidente na vitória sobre os Spurs com uma formação alternativa.
Antes do tropeço no fim de semana, a impressão era de que o Chelsea finalmente havia encontrado consistência. A goleada por 5 a 1 sobre o Bournemouth foi seguida por uma vitória convincente por 2 a 0 em Goodison Park, diante do Everton, com direito a clean sheet. O dérbi contra o Tottenham, porém, expôs novamente a instabilidade da equipe dirigida por Xabi Alonso. O jogo seguiu equilibrado até os 77 minutos, quando Penders desviou a bola contra a própria meta. Na sequência, Palmer recebeu o segundo cartão amarelo e deixou os londrinos com um a menos. Os Spurs aproveitaram a vantagem numérica para ampliar e fechar o placar em 2 a 0.
A realidade fora de campo também não colabora. Palmer está suspenso para o confronto da Copa, enquanto João Pedro sofreu uma lesão no treino de sexta-feira e aguarda um diagnóstico mais detalhado. Emiliano Martínez passou por cirurgia no maxilar e ficará fora por várias semanas; Reece James segue em recuperação de uma operação no joelho. A lista de baixas é extensa, o que obriga Alonso a recorrer novamente ao elenco reserva. Na etapa anterior, a aposta em jogadores menos utilizados quase gerou uma eliminação precoce: o Chelsea perdia por 2 a 0 para o Leeds e só conseguiu a classificação após as entradas de Palmer, Neto, James e Rogers. Agora, pelo menos dois desses nomes não estarão à disposição, tornando o desafio ainda maior.
Liverpool (4-2-3-1): Mamardashvili; Gomez, Araújo, Jaquet, Tsimikas; Mac Allister, Nyoní; Nguomoha, McConnell, Barcola; Kumas.
Desfalques: Bradley, Ekitike, Frimpong e Leoni (lesionados); Muñoz, Szoboszlai e Wirtz (dúvidas).
Técnico: Andoni Iraola.
Chelsea (3-4-3): Penders; Achimpong, Fofana, Colwill; Gusto, Barco, Lavía, Hato; Estevão, Welbeck, Kenda.
Desfalques: Palmer (suspenso), Martínez, James, Gittens e Emega (lesionados); João Pedro e Chavarria (dúvidas).
Técnico: Xabi Alonso.
O mercado para o confronto chama a atenção por colocar o Liverpool apenas como favorito moderado, mesmo com o Chelsea chegando a Anfield desgastado pela derrota no dérbi, sem Palmer e com a participação de João Pedro cercada de incertezas. Os Reds, por outro lado, acumulam quatro vitórias consecutivas e já provaram que conseguem superar adversários fortes mesmo com uma escalação bem alterada, como no 3 a 1 sobre o Tottenham. É certo que o Liverpool deve preservar alguns titulares por causa do compromisso diante do Arsenal, mas Alonso também sofre com o calendário apertado, já que terá o Manchester United pela frente três dias depois. Nesse cenário, a aposta mais coerente é na vitória dos donos da casa, que paga 2.36.
No mercado de gols, a expectativa também é de um jogo movimentado. O único duelo do Liverpool na Copa nesta temporada terminou em 3 a 1, enquanto o Chelsea goleou o Leeds por 6 a 3 na fase anterior. Os números recentes reforçam essa leitura: pelo menos quatro gols foram marcados em dois dos últimos quatro jogos do Liverpool e em cinco dos últimos dez do Chelsea. Além disso, nenhuma das duas defesas demonstra solidez suficiente para segurar o placar após o primeiro gol. Com uma cota acima de dois, o risco parece justificado: apostar no total de mais de 3,5 gols, com odd de 2.15, é a alternativa mais atraente.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Nenhum palpite de usuário publicado.
O jogo acontece no dia 28 de outubro de 2026, às 20h00, em Anfield, estádio do Liverpool.
A aposta mais coerente é a vitória do Liverpool, com odd de 2.36. Outra opção é o total de mais de 3,5 gols, que paga 2.15.
O Liverpool aparece como favorito moderado no mercado, mesmo com o Chelsea desgastado, sem Palmer e com várias baixas. Os Reds vêm de quatro vitórias consecutivas e têm profundidade de elenco para superar adversários fortes.
O Liverpool respondeu à derrota para o Manchester City com uma virada espetacular sobre o Villarreal (4-3) e uma vitória tranquila sobre o Brighton (2-0). O Chelsea, por outro lado, perdeu o dérbi para o Tottenham por 2 a 0 e sofreu com a expulsão de Palmer.
No Liverpool estão lesionados Bradley, Ekitike, Frimpong e Leoni; Muñoz, Szoboszlai e Wirtz são dúvidas. No Chelsea, Palmer está suspenso, Martínez, James, Gittens e Emega são baixas, enquanto João Pedro e Chavarria são dúvidas.