Hungria
GeórgiaAutor: Dinis Branco — Especialista em futebol sul-americano
O outono chegou com um clima de recomeço para Hungria e Geórgia, duas seleções que vivem momentos opostos ao que se esperava no início da Liga das Nações. Após duas rodadas, ambas amargam a parte de baixo do grupo, e o confronto direto em Budapeste pode servir como uma espécie de "decisão antecipada" para ver quem consegue sair do fundo do poço e quem vai afundar ainda mais antes da metade da fase de grupos.
A seleção húngara decepcionou nas duas primeiras rodadas. Comandada por Marco Rossi, a equipe não marcou nenhum gol, perdeu em casa para a Ucrânia por 1 a 0 e empatou sem gols com a Irlanda do Norte em uma partida de baixíssimo nível. O problema não foi exatamente a criação de jogadas — os números mostram 2.97 de xG (gols esperados) no total —, mas sim a incapacidade de transformar volume em gol.
Contra uma Geórgia veloz, a Hungria precisará ser cirúrgica e pragmática. A ideia é controlar o jogo com posse de bola, explorar bolas paradas e evitar qualquer tipo de exposição defensiva. O setor de criação depende quase exclusivamente de Dominik Szoboszlai, que segue sem receber a devida ajuda dos companheiros. No banco, a ausência de nomes como Roland Sallai e Barnabás Varga pesa, forçando o treinador a apostar em Jurek e Lukács, jovens ainda sem o ritmo ideal para a vitrine internacional.
Na defesa, a esperança passa por Willi Orbán, que terá a missão de anular o principal articulador adversário. O esquema deve ser montado para proteger os flancos e não dar espaços nas costas da linha defensiva, setor onde a Geórgia costuma ser mais perigosa.
A Geórgia chega a Budapeste em meio a uma crise institucional. A derrota caseira para a Irlanda do Norte custou o cargo de Willy Sagnol, e a federação local apostou em Ramaz Svandze, ex-técnico da seleção sub-21, para tentar estancar a queda de rendimento. A estreia do novo comandante foi discreta: empate sem gols com a Ucrânia, em um jogo de poucas emoções e muita marcação.
O cenário ofensivo é preocupante. São apenas 2.67 xG acumulados em duas partidas, e nenhum gol marcado. Ainda assim, Svandze promoveu mudanças estruturais no meio-campo, trocando a dupla mais defensiva por Chakvetadze e Kiteishvili, o que deu mais fluência à saída de bola. O time segue apostando na velocidade de Kvaratskhelia e na presença de Mikautadze no comando, mas o rendimento coletivo ainda está aquém do esperado.
Fora de casa, o retrospecto recente assusta: a Geórgia perdeu sete dos últimos dez jogos como visitante, vencendo apenas adversários mais fracos, como Lituânia e Armênia. A estratégia para o duelo deve ser reativa, com bloco baixo e transições rápidas, buscando explorar os espaços deixados pela defesa húngara.
Hungria (4-2-3-1): B. Toth – Bolla, Orbán, Csinger, Kerkez – Csongvai, Schäfer – Jurek, Szoboszlai, Szűcs – Lukács Desfalques: Varga, Sallai, Styles (lesionados); Dibusz, Jakobishvili (fora da convocação) Técnico: Marco Rossi
Geórgia (3-4-3): Mamardashvili – Lochoshvili, Dvali, Goglichidze – Kakaabadze, Chakvetadze, Kiteishvili, Tsitaishvili – Kvernadze, Mikautadze, Kvaratskhelia Desfalques: Gocholeishvili, Nonikashvili, N. Gagnidze, Tabatadze, Azarov (todos lesionados) Técnico: Ramaz Svandze
A partida coloca frente a frente duas seleções que vivem um momento atípico de seca de gols. A Hungria, mesmo sem brilhar, tem no mando de campo seu principal trunfo: nos últimos jogos em casa, venceu adversários como Eslovênia, Finlândia e Cazaquistão. A Geórgia, por outro lado, sofre demais longe de seus domínios e dificilmente conseguirá impor seu ritmo diante da pressão inicial dos donos da casa.
A tendência é que a Hungria finalmente desencante, aproveitando a instabilidade defensiva e a falta de entrosamento do novo sistema georgiano. O palpite é de vitória húngara, cotada a 2.12.
Para quem busca uma alternativa mais conservadora, o mercado de gols também chama atenção. Foram apenas dois gols somando as quatro partidas dessas seleções na atual edição da competição. Além disso, a Hungria viu menos de 2.5 gols em quatro dos últimos seis jogos, enquanto a Geórgia registrou o mesmo padrão em cinco partidas consecutivas. Com dois ataques tão improdutivos, a aposta no total de menos de 2.5 gols, paga a 1.77, parece bastante razoável.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Hungria4-2-3-1
Geórgia3-4-3Prognósticos para Hungria – Geórgia aparecerá em breve.
O jogo ocorre no dia 02 de outubro de 2026, às 19:45, em Budapeste (Hungria).
A análise indica que a Hungria deve vencer, cotada a 2.12. Outra aposta sugerida é menos de 2.5 gols, a 1.77, devido aos ataques improdutivos de ambas as seleções.
A Hungria perdeu para a Ucrânia (1-0) em casa e empatou sem gols com a Irlanda do Norte. A equipe ainda não marcou gols na competição.
A Geórgia não conta com Gocholeishvili, Nonikashvili, N. Gagnidze, Tabatadze e Azarov, todos lesionados.
Ramaz Svandze assumiu após a demissão de Willy Sagnol, devido à derrota caseira para a Irlanda do Norte. Svandze era técnico da seleção sub-21.