Hull City
NiceAutor: Tomás Nogueira — Especialista em futebol e torneios sul-americanos e africanos
A partida no estádio MKM, em Kingston upon Hull, servirá como o último ensaio geral antes do pontapé inicial da Premier League e da Ligue 1. O confronto coloca frente a frente dois clubes que chegam em estados de espírito opostos: os anfitriões celebram o aguardado retorno à elite do futebol inglês, enquanto os visitantes, sob nova direção técnica, buscam se reconstruir após uma temporada para esquecer.
O mês de agosto não trouxe resultados expressivos para o Hull, mas deixou alguns sinais encorajadores. No amistoso contra o Kasımpaşa (1 a 1), a equipe demonstrou solidez para neutralizar a pressão posicional adversária. Já o duelo de 120 minutos contra o Eintracht Frankfurt (derrota por 2 a 0) serviu como um valioso teste de resistência física para os jogadores. No entanto, a partida contra os alemães escancarou fragilidades preocupantes: a defesa sofre com a falta de velocidade no momento de recompor, e a saída de bola sob pressão tem sido um pesadelo, com erros frequentes na transição.
A diretoria do clube está no meio de uma intensa reformulação, com nove contratações já confirmadas. Integrar tantos nomes novos, contudo, exigirá paciência. Um ponto positivo foi o reforço do setor defensivo: os zagueiros Nóbel Mendy e Lucas Herrington custaram 38 milhões de euros aos cofres do clube. Por outro lado, uma onda de lesões obrigou a comissão técnica a recorrer a jovens da base nos treinos com o time principal. Foi por isso que a chegada do goleiro Konstantinos Džolakis, vindo do Olympiacos, foi tão bem-vinda, já que ele deve substituir Jack Butland, que ficará afastado por um longo período.
Para o confronto com o Nice, o técnico Sergej Jakirović deve apostar em uma postura pragmática, com um bloco baixo e compacto, explorando contra-ataques rápidos e verticais. O meio-campista Matt Crooks será peça-chave, usando sua força física para desarmar as investidas francesas e dominar as segundas bolas. A criatividade virá pelo lado esquerdo, com Ryan Giles sendo a principal arma ofensiva, graças aos seus avanços pela lateral e cruzamentos precisos. O alvo desses lançamentos será o centroavante Oli McBurnie, um atacante de 1,88m que já balançou as redes duas vezes na pré-temporada.
O Nice, sob o comando de Olivier Pantaloni, vive um período de transição forçada após a luta contra o rebaixamento na última temporada. Os amistosos recentes expuseram a falta de poder de fogo: a equipe não marcou nenhum gol no tempo regulamentar contra Juventus (0 a 2) e Cagliari (0 a 0). O time caiu em uma posse de bola estéril, com erros constantes na saída de jogo quando pressionado. A ausência de um camisa 10 de qualidade isola o trio de ataque no esquema 3-4-3.
A política de austeridade financeira obrigou o clube a vender seus principais jogadores e apostar em aquisições de baixo custo. O ataque perdeu Kevin Carlos, Kaïl Budash e Tom Louchet. A única contratação que traz esperança é o ponta Gauthier Hein, ex-Metz, que deverá ser o principal articulador das jogadas ofensivas. Um golpe duro foi a lesão do ligamento cruzado de Laurent Aberjel, volante recém-contratado que já era o pilar do meio-campo nos testes de verão.
Pantaloni segue insistindo no 3-4-3, mas a escassez de opções o forçou a escalar o jovem de 17 anos Havi Mandza, formado na base, como zagueiro. Contra os ingleses, o Nice tentará ditar o ritmo com a posse de bola, usando a qualidade de Hein e o apoio dos alas. No entanto, a falta de um volante de ofício para proteger a defesa deixa os franceses expostos aos contra-ataques adversários.
Hull City (4-2-3-1): Džolakis – Coyle, Mendy, Herrington, Giles – Crooks, Hjerto-Dahl – Belloumi, Dowell, Stroud – McBurnie
Desfalques: Butland, McNair, Millar, Morita, Matazo, Zambrano, Gyabi, Hughes (todos lesionados); Igan, Destan, Drame, Jacob (em dúvida)
Técnico: Sergej Jakirović
Nice (3-4-3): Diouf – Ndayishimiye, Mendy, Mandza – Clauss, Coulibaly, Camara, Bar – Hein, Orakpo, Diop
Desfalques: Aberjel, Abdelmonem, Oppong (todos lesionados); Everton (em dúvida)
Técnico: Olivier Pantaloni
Palpite principal: O retorno do Hull ao seu estádio, na véspera do início da Premier League, deve servir como um combustível extra de motivação. A vantagem de jogar em casa será potencializada pela superioridade tática em setores decisivos do campo. A ausência de Aberjel deixou o meio-campo do Nice vulnerável, o que deve permitir que o possante Crooks domine a região central. Além disso, a presença do inexperiente Mandza na zaga visitante será um alvo perfeito para os cruzamentos precisos de Giles na direção do alto McBurnie. Diante da ineficiência ofensiva francesa em agosto e da falta de reforços significativos, os donos da casa têm tudo para sair vitoriosos. Por isso, a aposta é na vitória do Hull City, cotada a 2.38.
Palpite para o total de gols: Os problemas do Nice na criação de jogadas são estruturais, como mostram os dois jogos sem marcar contra Juventus e Cagliari. O Hull, por sua vez, com o goleiro reserva e uma defesa reformulada, deve adotar uma postura cautelosa, apostando em um bloco baixo e compacto. O ritmo lento do ataque francês e a disciplina tática dos ingleses devem limitar as chances claras de gol. Nesse cenário, um jogo movimentado é improvável. A recomendação é apostar em menos de 2,5 gols, com odds de 1.92.
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Hull City4-2-3-1
Nice3-4-3Prognósticos para Hull City – Nice aparecerá em breve.
O jogo será no dia 15 de agosto de 2026, às 15:00, no estádio MKM, em Kingston upon Hull. É um amistoso de clubes.
A previsão é de vitória do Hull City, com odds de 2.38. Além disso, recomenda-se apostar em menos de 2,5 gols (odds de 1.92).
Sim. O Hull tem vários lesionados, incluindo Butland, McNair, Millar, Morita e outros. Já o Nice não conta com Aberjel, Abdelmonem e Oppong, além da dúvida sobre Everton.
O Hull vem de empate com o Kasımpaşa (1 a 1) e derrota para o Eintracht Frankfurt (2 a 0). O time ainda está em reformulação, com nove contratações, mas a defesa foi reforçada com Mendy e Herrington.
O Nice está em crise ofensiva: não marcou gols no tempo regulamentar contra Juventus (0 a 2) e Cagliari (0 a 0). A equipe perdeu jogadores importantes no ataque e enfrenta lesões, apostando em jovens como o zagueiro Mandza.