Estudiantes La Plata
FlamengoAutor: Ricardo Guerreiro — Especialista em futebol e analista de torneios internacionais
O primeiro confronto da semifinal da Copa Libertadores coloca Estudiantes e Flamengo frente a frente em La Plata. O formato de ida e volta, com o jogo decisivo no Maracanã, força as equipes a adotarem uma postura pragmática. Os anfitriões passam por um momento de instabilidade no campeonato nacional, enquanto o clube brasileiro lidera o Brasileirão. A diferença de qualidade é evidente, mas o status de mata-mata garante uma disputa acirrada.
A partida de volta acontecerá em 22 de outubro no Rio de Janeiro, o que faz com que o Flamengo veja com bons olhos um empate ou uma vitória por margem mínima atuando fora de casa. A responsabilidade de construir uma vantagem recai sobre os argentinos, mas o estádio Jorge Luis Hirschi ainda não trouxe triunfos ao Estudiantes nesta fase eliminatória: nas oitavas de final, o time empatou em 1 a 1 com a Universidad Católica; nas quartas, o mesmo placar diante do Corinthians. A equipe sofreu apenas dois gols em quatro jogos de mata-mata, mas tem enormes dificuldades para atacar contra defesas fechadas. Os brasileiros sabem disso e não darão espaços aos donos da casa.
As equipes já se enfrentaram na primavera pelo Grupo A. Em La Plata, no dia 30 de abril, o placar foi 1 a 1, com os argentinos recebendo cinco cartões amarelos contra apenas um dos visitantes. No jogo de volta, em 21 de maio no Maracanã, o Flamengo venceu por 1 a 0 (gol de Pedro aos 65 minutos), evidenciando a diferença técnica. O rubro-negro teve 68% de posse de bola contra 32%, superou o adversário em finalizações (12 a 7, sendo 4 a 1 no alvo) e completou 399 passes precisos (89%) contra 174 (71%). Perdendo o meio-campo, os argentinos cometeram 13 faltas e novamente receberam cinco advertências. O controle de jogo dos visitantes anula a transição ofensiva do oponente e o força a cometer infrações.
O Flamengo chega à semifinal com uma invencibilidade de nove partidas (sete vitórias e dois empates). A equipe lidera o Campeonato Brasileiro com 63,8% de chance de título e venceu o clássico contra o Fluminense no dia 11 de outubro (1 a 0, gol de Jorge Carrascal). Nos jogos fora de casa na Libertadores, os cariocas mostram solidez: empataram em 1 a 1 com o Cruzeiro em Belo Horizonte e venceram por 2 a 0 o Independiente del Valle em Quito.
Já o Estudiantes venceu apenas uma das últimas cinco partidas (3 a 0 sobre o Gimnasia Mendoza). O time foi eliminado da Copa Argentina pelo Platense (0 a 1), perdeu a Supercopa para o Rosario Central (1 a 3), caiu diante do Lanús (1 a 2) e, no dia 10 de outubro, empatou em 2 a 2 com o Central Córdoba (gols de Miguel Monsalve e Edwin Cetré). A sequência de tropeços gera uma pressão imensa sobre o elenco.
A profundidade do elenco dá ao Flamengo vantagem em todos os setores. No ataque, Pedro é a principal ameaça; a criação passa por Lucas Paquetá, Samuel Lino, Jorge Carrascal e Eric Pulgar; no gol, Agustín Rossi transmite segurança. Pelo lado dos argentinos, o time depende de Edwin Cetré, do meia Miguel Monsalve e do goleiro Fernando Muslera. Os zagueiros Leandro González Pires, Santiago Núñez e Tomás Palacios são fortes no jogo aéreo, mas vulneráveis em jogadas rasteiras.
A arbitragem será do paraguaio Juan Benítez, conhecido por punir com rigor a violência. Considerando que o Estudiantes acumulou cinco cartões em cada confronto direto, os anfitriões correm o risco de receber advertências rapidamente. De acordo com modelos matemáticos, as chances são: vitória dos donos da casa – 26,3%, empate – 30,2%, vitória do Flamengo – 43,5% (não derrota dos visitantes – 73,7%).
O Flamengo supera o rival em qualidade, dita o ritmo da partida e chega à semifinal embalado por nove jogos sem derrota. O Estudiantes vive uma crise no campeonato argentino, tem dificuldades para construir jogadas ofensivas contra blocos baixos e não venceu nenhum jogo em casa na atual fase de mata-mata da Libertadores. Os visitantes têm condições de impor seu estilo de jogo e converter sua superioridade técnica em vitória. A aposta é na vitória do Flamengo, com odds de 2.20. Estimamos uma probabilidade de 50% para esse desfecho (qualquer odd acima de 2.00 é considerada jogável).
Na primeira semifinal, o risco é mínimo: os brasileiros se contentam com um controle racional de bola antes da volta no Rio, e os argentinos sofreram apenas dois gols em quatro jogos de mata-mata, devendo se fechar em bloco baixo. Os dois confrontos da fase de grupos terminaram com menos de dois gols (1 a 1 e 1 a 0). Esse mercado combina bem com a aposta principal, gerando lucro em caso de 0 a 1 e devolução em caso de 0 a 2. A segunda escolha é o total de gols menor que 2, com odds de 1.95. Nossa avaliação de probabilidade é de 55% (qualquer odd acima de 1.82 é considerada jogável).
O prognóstico da redação tem caráter meramente informativo e não deve ser entendido como uma recomendação concreta. Cada utilizador deve fazer a sua própria análise antes de decidir uma aposta.
Prognósticos para Estudiantes La Plata – Flamengo aparecerá em breve.
O jogo de ida será em 16 de outubro de 2026, às 01:30, no estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, Argentina.
A previsão principal é a vitória do Flamengo, com odds de 2.20. O time brasileiro está invicto há nove jogos e os argentinos passam por uma crise de resultados.
O Flamengo lidera o Brasileirão e chega com nove jogos de invencibilidade (sete vitórias). Já o Estudiantes venceu apenas uma das últimas cinco partidas e foi eliminado da Copa Argentina.
Não. Em casa nesta fase eliminatória, o Estudiantes empatou nas oitavas (1 a 1 com a Universidad Católica) e nas quartas (1 a 1 com o Corinthians), sem vencer.
Sim, a previsão de menos de 2 gols no jogo, com odds de 1.95. Os confrontos anteriores entre as equipes na fase de grupos terminaram com menos de dois gols (1 a 1 e 1 a 0).