BATE
ElbasaniO primeiro jogo deixou uma sensação de inacabado (1 a 1). O Elbasani teve a iniciativa, criou oportunidades e esteve mais perto da vitória, mas o BATE confirmou mais uma vez que, nas competições europeias, a experiência muitas vezes faz a diferença. Resta saber se o clube bielorrusso terá qualidade suficiente para avançar à próxima fase.
O BATE atravessa um dos períodos mais difíceis dos últimos anos. Chega ao início da campanha europeia como vencedor da Copa da Bielorrússia, mas a temporada interna é extremamente complicada. A equipa de Borisov não vence no campeonato há 12 jogos consecutivos e ocupa a zona de rebaixamento (15.º lugar). O ataque preocupa especialmente: o BATE tem o pior ataque da liga, com apenas nove golos em 14 jornadas, e nos últimos cinco jogos em casa somou apenas dois pontos. Na véspera do jogo da volta, o clube reforçou-se com Yuri Kovalev, que tem mais de 200 partidas pelo Shakhtyor Salihorsk e 76 jogos na Premier League russa (Arsenal Tula, Orenburg e Baltika). Contudo, ainda não se sabe se o reforço será inscrito a tempo, pelo que a estreia continua em dúvida.
Além disso, Vitaly Rogozhkin assumiu o comando há apenas um mês, e o processo de reconstrução está longe de estar concluído. O primeiro jogo contra o Elbasani confirmou que os bielorrussos apostam sobretudo numa organização defensiva sem bola. O BATE teve apenas 38% de posse, entregando a iniciativa ao adversário e tentando fechar os espaços junto à sua área. O plano quase funcionou na perfeição, mas antes do intervalo os bielorrussos sofreram um golo. Depois do descanso, a equipa técnica reforçou o meio-campo com substituições oportunas, e a entrada de Egor Rusakov foi decisiva: foi ele que, de cabeça, finalizou um cruzamento de Egor Kress e empatou o jogo (1 a 1). Este resultado na Albânia foi estrategicamente importante para o BATE. Agora, a vaga para a próxima ronda será decidida em campo neutro, no Azerbaijão, onde a pressão das bancadas sobre o clube bielorrusso será menor.
Na temporada passada, o Elbasani foi vice-campeão albanês e, pela primeira vez em 20 anos, conquistou o direito de disputar competições europeias. No verão, o clube manteve a base do plantel e trouxe de volta de empréstimos o extremo Bernard Karrica e o defesa Mario Bajramaj. No primeiro jogo, ambos entraram após o intervalo, mas não conseguiram influenciar significativamente o rumo da partida.
Em casa, os albaneses confirmaram desde o início o seu estatuto de favoritos, impondo um ritmo intenso e uma pressão agressiva. Graças ao trabalho sem bola, o BATE praticamente não conseguiu sair em contra-ataque, e a vantagem territorial foi toda dos donos da casa. Até ao intervalo, o Elbasani criou várias oportunidades perigosas e marcou naturalmente com Ardit Nikaj. Após o golo, a equipa reduziu a intensidade da pressão, e o adversário aproveitou. A única desconcentração no centro da defesa permitiu a Egor Rusakov, que tinha acabado de entrar, empatar o jogo. Apesar do empate final (1 a 1), o clube albanês superou o BATE em quase todos os indicadores-chave, mas não conseguiu capitalizar a sua ligeira superioridade: 0,57 xG (golos esperados) contra 0,43 do oponente. Agora, para avançar, o Elbasani precisa de vencer o jogo da volta em campo neutro.
Daniyar Sakhi, do Cazaquistão, é um árbitro com experiência internacional, nomeado regularmente para jogos da UEFA. O seu estilo de arbitragem baseia-se em parar o jogo e marcar faltas. Na Liga Conferência, apitou cinco partidas, com uma média de 3,8 cartões amarelos e cerca de 23,4 faltas por jogo.
Previsão principal: BATE não perde (odds 1.74). O primeiro jogo mostrou que o BATE consegue impor um cenário desconfortável ao adversário. Apesar de ter apenas 38% de posse de bola, a equipa de Vitaly Rogozhkin defendeu-se bem, praticamente não permitindo que o Elbasani criasse oportunidades claras, e após o intervalo as substituições oportunas garantiram o empate. Outra vantagem importante é a vasta experiência europeia dos bielorrussos. Para o clube albanês, esta é a primeira participação internacional em duas décadas, enquanto o BATE já disputou vários jogos deste calibre. No jogo da volta, a frieza e a capacidade de atuar sob pressão podem ajudar a equipa bielorrussa a, pelo menos, não perder.
Previsão de total: Menos de 2,5 golos (odds 1.72). No primeiro jogo, os dois times marcaram apenas um golo cada, e o BATE passou quase todo o jogo numa defesa recuada, não devendo abandonar esse modelo. O Elbasani voltará a ter vantagem territorial, mas romper as linhas defensivas compactas do clube bielorrusso não será fácil. Qualquer erro pode ser decisivo na luta pela vaga, pelo que ambas as equipas apostarão na segurança. Neste cenário, o resultado mais provável é o total de golos abaixo de 2,5.
Prevejo com confiança que a partida será altamente produtiva em termos de gols. As condições ofensivas de ambas as equipes e o histórico recente indicam um jogo aberto, com chances claras de ambos os lados. Minha análise aponta para um placar movimentado, superando a média de gols esperada para o confronto.
O primeiro resultado foi uma surpresa para muitos, mas estou confiante de que a classe do time albanês fará a diferença. Acredito que o nível técnico e a consistência da equipe serão determinantes para o desfecho desta partida.